Alberto Bitar


Exposição Imêmores / Fotografia, 50 x 75cm 2016
Exposição Imêmores / Fotografia, 40 x 60cm 2016
Exposição Imêmores / Fotografia, 40 x 60cm 2016
Exposição Imêmores / Fotografia, 40 x 60cm 2018
Exposição Imêmores / Fotografia, 50 x 75cm 2016
Exposição Imêmores /
Exposição Imêmores /
Exposição Imêmores / Fotografia, 50 x 75cm 2016
Exposição Imêmores / Fotografia, 40 x 60cm 2016
Exposição Imêmores / Fotografia, 40 x 60cm
Exposição Imêmores / Fotografia, 40 x 60cm 2014
Exposição Imêmores / Fotografia, 66 x 100cm 2016
Exposição Imêmores / Fotografia, 30 x 45cm 2013
Exposição Imêmores / Fotografia, 30 x 45cm 2013
Exposição Imêmores / Fotografia, 30 x 45cm 2016
Exposição Imêmores / Fotografia, 30 x 45cm 2016
Exposição Imêmores / Fotografia, 40 x 60cm 2014
Exposição Imêmores / Fotografia, 50 x 75cm 2016
Exposição Imêmores / Fotografia, 40 x 60cm 2016
Imêmores Sem Título / 60x40cm / Fotografia 2016
Imêmores Sem Título / 60x40cm / Fotografia 2016
Imêmores Sem Título / 60x40cm / Fotografia 2014


Alberto Bitar, 1970, Belém, PA

Sobre Alberto Bitar:

Nasceu em Belém, em 1970. Formado em Administração de Empresas pela Universidade da Amazônia em 1995, iniciou na fotografia em 1991, ano em que passou pelas oficinas de fotografia da Associação Fotoativa, e desde 1992 desenvolve ensaios pessoais.

Foi selecionado em 1996 pelo projeto Antarctica Artes com a Folha, mapeamento da produção de jovens artistas do Brasil. No mesmo ano, começou a fotografar para um jornal de grande circulação em Belém, onde permaneceu até 2001.

Realizou as exposições individuais Solitude (1994), Hecate (1997), Passageiro (2005) – com que integrou a programação oficial do 7° Mês Internacional da Fotografia de São Paulo –, Efêmera Paisagem (2009/2011), Sobre o Vazio (2011), Corte Seco (2013 em Belém e 2015 em Porto Alegre) com estas duas recebeu o Prêmio Marc Ferrez de Fotografia da Funarte, e ainda Imêmores (voos) (2014), Súbita Vertigem (2015), a retrospectiva Fluxo (2016), Imêmores (docs) (2016/17), Flux (em Durban-Corbiere em 2017) e Timeline (2019).

Tem participado de mostras coletivas no Brasil e exterior, como Evocaciones – mostra de videoarte em Art Lima (Perú), Neblina: A Fotografia no Acervo do MACRS, Usina do Gasômetro (RS), Coleção Itaú de Fotografia Brasileira (Rio de Janeiro e Belém), Salão Internacional de Fotografia Abelardo Rodrigues Antes - Havana/Cuba, Festival Internacional de Curtas de São Paulo, Desidentidad, no Instituto Valenciano de Arte Moderno, na Espanha, e Une Certaine Amazonie, em Paris, dentre outras.

Participou do Rumos Artes Visuais do Itaú Cultural em 2009, Panorama da Arte Brasileira em 2011, em 2012 foi convidado para a 30ª Bienal Internacional de São Paulo – A iminência das poéticas e em 2015 para a 10ª Bienal do Mercosul – Mensagens de uma nova América.

Tem obras em acervos como o da Coleção Pirelli/MASP, Museu de Arte Contemporânea da USP - MAC/USP, MAC/RS - MAC Rio Grande do Sul, Museu de Arte Moderna de São Paulo, MAM da Bahia, Museu de Arte do Rio - MAR, Fundação Biblioteca Nacional, Fundação Rômulo Maiorana, Coleção de Fotografias da FNAC/SP, Coleção de Fotografias do Itaú Cultural, Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Museu da UFPA, Sistema Integrado de Museus do Pará e Museu de Arte Brasil Estados Unidos.

O artista tem importante carreira desenvolvida no fotojornalismo, documentando a vida do Pará assim como espaços em situação de abandono nas periferias do estado, no limiar entre a fotografia e o vídeo. “Às vezes, as memórias são suas, em outras, as lembranças pertencem a outros, anônimos, como na série Qualquer Vazio, em que registrou quartos de hotéis recém-abandonados por seus hóspedes.
 

Textos Críticos:

"(docs) (voos) (móbeis) (cidades) (margens)

 Imêmores (   ) reúne o primeiro conjunto maior de um projeto iniciado em 2013 cuja motivação é trazer para o tempo presente, e no plano da fotografia, aquilo que foi tornado esquecido, que parece imobilizado e sem potência geradora de lembranças: carros, aeronaves, barcos, lugares, objetos, cidades, paisagens.

    Parte significativa da produção de Alberto Bitar tem sido ancorada nas reminiscências familiares, memórias de infância em que a apreensão do tempo fugidio dá substância a narrativas videofotográficas mais fluidas, em uma plástica mais desmanchada ou em dinâmicas de movimento acentuadas por cortes, edições e superposições que amplificam as noções de espaço. 

    Segundo o artista a captura do movimento sempre o interessou: “... comecei a ver esse movimento acontecer de fato utilizando fotografias fixas no suporte do vídeo. E agora, em Imêmores, penso nisso de outra forma, não o deslocamento no espaço, mas o deslocamento no tempo”.  Com o projeto Imêmores (   ) algo muda de rota em sua produção, tanto na atitude de saída dos limites circunscritos da vivência familiar, quanto na escolha pela tradição fotográfica em que o caráter estático e o ângulo frontal se impõem para problematizar seus objetos inertes. 

      Os eixos sobre os quais a série aqui apresentada se divide - docs, voos, móbeis, cidades, margens – abrangem desde aeronaves abandonadas no aeroclube de Belém, documentos entulhados em fichários, barcos esquecidos nas margens de rios, cemitérios de automóveis até uma cidade inteira em ruínas, resultado do complexo, obscuro e criminoso projeto ICOMI de exploração de manganês na Serra do Navio, no Amapá. Bitar nos convoca a olhar para esses vestígios sem vida cujos signos se apresentam em sinistra mutação. O que conecta diferentes eixos é um aparente ‘estado de repouso’ dos objetos que o artista escolheu para fotografar. Essa aparência, que é da natureza da visibilidade que a fotografia oferece, nos leva para um limite silencioso entre certa placidez dissimulada pelo rigor e equilíbrio com que ele fotografa e um mergulho um pouco mais fundo e inquieto na observação sobre o que esses lugares e objetos falam no discurso construído com as imagens. 

     Cada eixo se abre para experiências distintas e esse campo é dinamizado pela conexão que estabelecemos com as imagens. No entanto podemos supor que o que move o artista, e é capaz de inquietar o espectador, é o fato de todos os eixos (carregados com seus objetos) terem sido colocados em uma mesma narrativa e conformação plástica, e convocarem outros aspectos da condição de documento: entre vestígios de memória pessoal, restos de uma cultura, pedaços de uma história coletiva, perdas afetivas irreversíveis ou ainda o enfrentamento do artista (confrontando-nos com as nossas próprias perdas) com as passagens do tempo, passado ou o futuro. 

Mariano Klautau Filho"

 

"O aparente repouso do abandono por Alberto Bitar

Com a exposição individual Imêmores (   ), o fotógrafo paraense retorna a São Paulo, a partir de 15 de junho, na Galeria Virgílio

Um desvelamento poético do abandono é o fio condutor de Imêmores (   ), exposição que o fotógrafo paraense Alberto Bitar apresenta na Galeria Virgílio, em São Paulo, a partir do próximo dia 15 de junho – seis anos após o início da produção, também num mês de junho. Com trabalhos desenvolvidos entre 2013 e 2019, a série é composta por cinco eixos: docs, voos, móbeis, cidades e margens, o último, ainda inédito.

A primeira subsérie a ser fotografada foi Imêmores (docs), a partir da inspiração de uma pauta de Alberto como repórter fotográfico, porém foi Imêmores (voos) que estreou em exposição, em 2014/15, e que fortaleceu o conceito do trabalho. É a primeira vez que o artista reúne obras de todas as séries produzidas até o momento. A curadoria é de Mariano Klautau Filho, fotógrafo e pesquisador com quem Alberto tem uma grande afinidade, de longa data.

Sobre Imêmores, Mariano comenta: “Creio que o que conecta as séries é um aparente ‘estado de repouso’ dos objetos que ele escolheu para fotografar: documentos, automóveis, edificações, barcos, aviões e elementos naturais. Essa aparência, que é da natureza da visibilidade que a fotografia nos oferece, nos leva para um limite silencioso entre uma certa placidez dissimulada pelo rigor e equilíbrio com que ele fotografa e um mergulho um pouco mais fundo e inquieto na observação sobre o que esses lugares e objetos falam, de fato, no discurso que ele construiu com as imagens.

A série traz ecos de outros momentos da carreira de Alberto. Segundo ele, trabalhos relacionados à memória, como Efêmera Paisagem e Sobre o Vazio, já indicavam o caminho para Imêmores. O movimento também é um aspecto que já vinha presente na abordagem do artista. Ele pontua: “Desde o início da minha trajetória, a captura do movimento na fotografia fixa era algo que me atraía, que buscava, e usei e ainda uso bastante, como nas séries Passageiro e Corte Seco. A partir de 2002, comecei a ver esse movimento acontecer de fato utilizando fotografias fixas no suporte do vídeo. E agora, em Imêmores, penso nesse movimento de uma outra forma, não um deslocamento no espaço, mas o deslocamento no tempo. As imagens dessa série, quase que totalmente, parecem fixas mas trazem signos e marcas dessa transposição na linha do tempo.

Um pouco destes outros trabalhos poderá ser conferido pelo público nos livros que estarão disponíveis para a venda durante a exposição. Além de Efêmera Paisagem, Corte Seco e Sobre o Vazio, haverá exemplares de Súbita Vertigem e de Imêmores (voos) – primeiro de uma coleção de publicações prevista sobre a série que estará em exibição na Galeria Virgílio.

O olhar atravessado por referências afetivas, a contemplação do que foi esquecido, entre o registro e a ficção, em certa atmosfera melancólica, ainda pode se voltar para muitos assuntos e Alberto Bitar deve seguir expandindo Imêmores. Como observa Mariano Klautau Filho acerca do que é instigante e comum aos direcionamentos temáticos da série, “o que move o artista e é capaz de inquietar o espectador é o fato de todos terem sido colocados em uma mesma narrativa e conformação plástica e convocarem outros aspectos da condição de documento, entre vestígio de memória pessoal, restos de uma cultura, pedaços de uma história coletiva, perdas afetivas irreversíveis ou ainda o enfrentamento do artista (nos confrontando com as nossas perdas) com as passagens do tempo, passado e futuro”.

Formação

Formação

Formado em Administração de empresas pela Universidade da Amazônia – Unama (Belém PA)
Atualmente ocupa as funções de editor de fotografia do Jornal Diário do Pará e colaborador da Agência Kamara-Kó fotografias.

Coleções e obras em acervos

Masp/ Pirelli (2010).
Museu de Arte Moderna de São Paulo.
Museu de Arte Moderna da Bahia.
Fundação Biblioteca Nacional.
Fundação Rômulo Maiorana.
MABEU – Museu de Artes Brasil Estados Unidos.
Coleção de fotografias da FNAC.
Sistema Integrado de Museus (Belém).

Prêmios e bolsas

2011  Salão Arte Pará.
          Prêmio aquisição com a série “Sobre o Vazio”.
2010  Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia.
          Prêmio para a série “Sobre o Vazio”.
2009  Prêmio Banco da Amazônia de Artes Visuais.
          Prêmio para a série “Efêmera Paisagem”.
2008  Festival Cineamazônia.
          Melhor filme experimental com “Quase Todos os Dias… São Paulo”.
2008  Salão Arte Pará.
          Prêmio aquisição com a série “Efêmera Paisagem”.
2008  Festival Cinema e Cidade.
          Melhor Filme com “Quase Todos os Dias… São Paulo”.
2007  Salão Arte Pará.
          Prêmio aquisição com a série fotográfica “Depois do Lugar”.
2006  Festival Cineamazônia.
          Prêmio de linguagem com o vídeo “Enquanto Chove”.
2006  Salão Unama de Pequenos Formatos.
          2° Lugar com o vídeo “Belém 360°”.
2005  Festival de Belém do Cinema Brasileiro.
          Melhor vídeo com “Enquanto Chove”.
2004  Salão Arte Pará.
          Prêmio aquisição com a série fotográfica “Ausência”.
          Bolsa de Pesquisa, Experimentação, e Criação Artística do Instituto de Artes do Pará.
          Para Produção de “Enquanto Chove”.
2002  Salão Arte Pará.
          Lugar com o vídeo “Doris”.
1998  Salão Arte Pará.
          Prêmio aquisição com a série fotográfica “Crimes Noturnos”.
1997  Salão Arte Pará.
          Prêmio aquisição com a série fotográfica “Crimes Noturnos”.

Exposições Individuais

2011  “Sobre o Vazio”, Associação Fotoativa, Belém, PA
          Centro Universitário Maria Antonia, São Paulo, SP
2009  “Efêmera Paisagem”, Espaço Cultural do Banco da Amazônia, Belém, PA
2007  Casa das Onze Janelas (Laboratório das Artes), Belém, PA
2005  “Passageiro”, Galerias de fotografia da FNAC, Brasília, DF; Curitiba, PR; São Paulo, SP (integrando o 7° Mês Internacional da Fotografia de São Paulo); Campinas, SP e Rio de Janeiro, RJ
          Galeria de arte da UNAMA, Belém, PA
          “Passageiro”, Galerias de fotografia da FNAC, Brasília, DF; Curitiba, PR; São Paulo, SP (integrando o 7° Mês Internacional da Fotografia de São Paulo; Campinas, SP e Rio de Janeiro, RJ
1998  Galeria do Sesc Amapá, Macapá, AP
1997  “Hecate”, Galeria Theodoro Braga, Belém, PA
1994  “Solitude”, Galeria Theodoro Braga, Belém, PA

Exposições Coletivas

2011  Panorama da Arte Brasileira, MAM, São Paulo, SP
          “Caos e Efeito”, Itaú cultural, São Paulo, SP
          Salão Arte Pará, Belém, PA
          Mostra de cinema Fotocine, integrando o Foto Rio, Rio de Janeiro, RJ
          Diários da Cidade, Belém, PA
2010  Mostra Internacional de Curtas de São Paulo, SP
          Coleção Pirelli/MASP de fotografia, São Paulo, SP
          Mostra de cinema de Tiradentes, MG
          Amazônia a arte, ES
          Festival do Minuto, Masp, São Paulo, SP
          Salão Unama de Pequenos Formatos, Belém, PA
          “Indicial”, Fotografia contemporânea paraense, Belém, PA
2009  Rumos Artes Visuais 2008/2009
          Prêmio Porto Seguro Fotografia, São Paulo, SP
          E-FLUX Vídeo Rental, 2004 – 2009, Nova Iorque, Estados Unidos; Berlim, Alemanha; Amsterdam, Alemanha; Miami, Estados Unidos; Seul, Coréia do Sul; Antuérpia, Bélgica; Budapest, Ungria; Austin, Estados Unidos; Istambul, Turquia; Ilhas Canárias, Espanha; Boston, Estados Unidos; Paris, França; Lyon, França; Lisboa, Portugal e Cali, Colômbia.
          Salão Arte Pará, Belém, PA
          Fotoativa Pará, Cartografias Contemporâneas, São Paulo, SP
          Mostra do Filme Livre 2009, Rio de Janeiro, RJ
2008  MAM60, São Paulo, SP
          Prêmio Porto Seguro Fotografia, São Paulo, SP
          Festival Cineamazônia, Porto Velho, RO
          Salão Arte Pará, Belém, PA
          Festival Guarnicê de Cinema, São Luís, MA
          Festival Cinema e Cidade, Porto Alegre, RS
          Salão Unama de Pequenos Formatos, Belém, PA
2007  Prêmio Porto Seguro Fotografia, São Paulo, SP
          Veracidade, Uberlândia, MG
          Salão Arte Pará, Belém, PA
          Festival Guarnicê de Cinema, São Luís, MA
2006  “Desidentidad”, Acervo de fotografia do MAM-São Paulo, IVAM, Valência, Espanha
          Doações/Aquisições 2005, MAM- São Paulo, SP
          Veracidade, MAM- São Paulo, SP
          Festival Cineamazônia, Porto Velho, RO
          Salão Unama de Pequenos Formatos, Belém, PA
2005  “Une Certaine Amazonie”, Paysages Silencieux, Paris, França
          “10 anos de um novo MAM”, Antologia do Acervo, MAM- São Paulo, SP
          Prêmio Conrado Wessel, São Paulo, SP
          II Festival de Belém do Cinema Brasileiro, PA
2003  10° Salão da Bahia, Salvador, BA
2002  “Húmus”, Macaé, Rio de Janeiro, RJ
          Salão Arte Pará, Belém, PA
2001  8° Salão da Bahia, Salvador, BA
          “Noites Brancas”, Belém, PA
2000  “Brasiliana”, Fotógrafos da Fotoativa de Belém do Pará, Porto, Portugal
1998  II Fotonorte, Belém, PA
          “GERAÇÃO 90”, Pinacoteca, São Paulo, SP
1997  Salão Internacional de Fotografia “Abelardo Rodrigues Antes”, Havana, Cuba
1996  Antártica artes com a Folha, São Paulo, SP
          “Espaços Urbanos”, Funarte Rio de Janeiro, RJ
1995  “Fotografismo”, Belém, PA
          “Fotoativa 10 Anos”, Funarte Rio de Janeiro, RJ
1994  “Cínicas Noites”, Belém, PA
1992  III Jornada 24 horas de Belém, Belém, PA